São Tomás e o boi voador

Contam os fastos da ordem de São Domingos que achando-se Santo Tomás de Aquino na sua cela, no convento de São Jaques, curvado sobre obscuros manuscritos medievais, ali entrou, de repente, um frade folgazão, o qual foi exclamando com escândalo:
– Vinde ver, irmão Tomás, vinde ver um boi voando!
Tranqüilamente, o grande doutor da Igreja ergueu-se do seu banco, deixou a cela, e, vindo para o átrio do mosteiro, pôs-se a olhar o céu, a mão em pala sobre os olhos fatigados do estudo. Ao velo assim, o frade jovial desatou a rir com estrépito.
– Ora, irmão Tomás, então sois tão crédulo a ponto de acreditardes que um boi pudesse voar?
– Por que não, meu amigo? – tornou o santo.
E com a mesma singeleza, flor da sabedoria:
– Eu preferi admitir que um boi voasse a acreditar que um religioso pudesse mentir.

No ano 3000

 


No ano 3000
Os homens ja vão ter
Se cansado das maquinas
E suas casas serão novamente romanticas
O tempo vai ser usado sem pressa
Generando e enfeitando as janelas
Amigos escreverão longas cartas
Cientistas inventarão novamente
O bonde e a charrete
Pianos de caldas encheirão as tardes de musica
E a terra flutuara no céu
Muito mais leve, Muito mais leve
(Roseana Murray)

Não tenhais medo do mundo…

“Não tenhais medo do mundo, nem do futuro, nem da vossa debilidade. O Senhor concedeu-vos viver neste momento da história, para que graças à vossa fé continue a ressoar o seu Nome em toda a terra.”
(Bento XVI – 20/8/11 – Aeródromo de Cuatro Vientos, Madrid)

(…)

Ó Cristo, dulcíssimo esposo de minh’alma!  Não há nada que eu possa fazer para retribuir a fineza de vossos obséquios. Permitai que eu seja sempre vossa e escondei-me do mal em vossas chagas santificadoras, donde jorra a fonte de misericórdia na qual quero estar imersa. Qual samaritana, caminhante no deserto deste mundo, tantas vezes procuro nos poços humanos a água puríssima que emana do Teu coração. Estendei, meu Jesus, tua preciosíssima mão e erguei-me… Retirai-me de mim mesma e tomai-me para Si! Aí então serei realmente livre. Amém.

 

Não há nada de remotamente católico na teoria de que as crianças devem passar ao menos seis horas diárias, cinco dias por semana, num ambiente que ataque continuamente as suas crenças. Todos os textos laicos estão impregnados de valores anti-cristãos, de idéias do New Age, de critérios feministas, de um único governo mundial na Nova Ordem Mundial. Mas o pior é […] a mentalidade de que tudo é relativo, de que não há verdades absolutas, de que Deus pode não existir e de que uma doutrina é tão boa como qualquer outra. Integração não é paganização. Às pessoas que me perguntam pela integração dos meus filhos, sempre lhes respondo que não hão de ir à escola para aprender uma linguagem vulgar, para aprender como usar camisinhas […] ou zombar de coisas sagradas. Os nossos filhos não devem socializar-se, se por socialização se entende a formação das suas mentes e dos seus corações nos mesmos valores da sociedade em que vivemos.

Mary Kay Clark, Catholic Home Schooling.

Quanto mais intensa a fé, mais profunda se torna a razão. (Ghandi)

Do atual dilema

Ano que vem é ano de vestibular, um método desprezível falho, sobre o qual talvez eu escreva algum texto depois. Vamos aos fatos: Quando eu era criança, abdiquei do meu desejo de ser astronauta. Eu realmente achava interessante toda essa coisa de viajar pra fora da Terra e desbravar o universo com aquele uniforme branco de mergulhador dos céus. Abandonei essa idéia quando descobri que se quisesse ser astronauta não poderia passar um tempo suficientemente bom com minha futura família.
Hoje me encontro em dúvidas quanto a que carreira profissional escolher. Não sei se opto por direito ou letras. Quero fazer algum bem ao mundo e a sociedade através do meu trabalho e também santificar-me através deste.  Contudo, quero ter tempo pra criar e educar meus filhos adequadamente. Penso que talvez eu desempenhasse meu papel de mãe de uma melhor forma se estivesse integralmente em casa, o que é, de fato, um tanto utópico para a realidade atual. É bem provável que eu tenha que trabalhar a fim de complementar a renda do meu futuro esposo de forma a proporcionar uma melhor qualidade de vida para minha família.
Verdade seja dita, não é só isso que me impulsiona a trabalhar. A vontade de me aprimorar, mostrar utilidade e desenvolver habilidades também pesa na escolha. Penso que, talvez, também seja vaidade minha querer trabalhar.
E, partindo do pressuposto de que trabalharei no futuro, às vezes penso também que obtendo minha licenciatura em letras, poderei fazer um bem maior ao mundo do que sendo uma profissional – ainda que ética –  na área do direito.
Complicado, não?

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Ela até que falou. Falou que eles podiam ser amigos e assim se conheceríam melhor. Ele até concordou. Sobre isso ela não mais falou. Nem ele.